BENVINDO AO MEU BLOGUE

Amigos, nesta ultima etapa da minha vida, tento ocupar os meus dias com pequenos trabalhos que me dão satisfação, assim partilho com voces, as pinturas os trabalhos artesanais, e os meus sentimentos, que como todo o ser humano tenho momentos positivos e negativo!
Que Deus os guarde!
Um beijo no vosso coração

sábado, 19 de maio de 2012

O CALHAMBEQUE - TELA A AQUARELA

Saudades

VELAS DE AMOR

Esta noite de natal

Quando a lua no céu brilhar

No vão da minha janela

Com velas, vou iluminar.

Acendo uma vela

Por os “meus amores”

Que estão longe a morar

Para que esta simples luz

Os vá, proteger e guardar.

Acendo uma vela

Por os meus familiares

Com o natal a festejar

Que a saúde, harmonia e amor

Brilhe sempre no seu lar

Acendo uma vela

Por os meus familiares

Os quais, sua vida se finou

Que nem o passar dos anos

Sua ausência aligeirou!

Acendo uma vela

Por todos os meus amigos

Com carinho e dedicação

Que o espírito do natal

Inunde o vosso coração.

Acendo uma vela

Para o Mundo, iluminar

Onde há maldade e ódio

No coração de todos os seres

Passe o amor e a paz a reinar.

Escrito com o coração.

23/12/2011


o meu 1º trabalho de pirografia

domingo, 9 de janeiro de 2011

O ZÉ APERTA O CINTO



O dinheiro não chegava
Para a família sustentar
O Zé foi para Lisboa
Para um trabalho arrumar.
Vestiu a melhor fatiota
Estava conservadinha
Era o seu casamento
Ofertada por a madrinha.
Mas algo lhe sucedeu
Quando começou a andar
O raio das suas calças
Estavam a escorregar.
O dinheiro era escasso!
Mas um cinto foi comprar
Não ficasse ele em Lisboa
Com o rabiosque ao luar!
Com míseros euros no bolso
E com uma mala na mão
Onde guardou o farnel
Linguiça e um naco de pão.
Lá estava o comboio
Tantas vezes o ouviu apitar
Hoje, para arranjar trabalho
Nele teve de embarcar.
A cidade era uma beleza
As pessoas todas ajanotadas
Mas andavam sempre a correr
Como a brincar à apanhada!
O tempo foi passando
Sem algum trabalho arranjar
Estava já tão magrinho
Que o cinto teve de apertar!
No tasco do Tio Malaquias
Havia uma televisão
Falava lá, um Senhor Doutor
Dizem: “É o patrão da Nação”!
Mandava apertar o cinto
O todo o bom português
Que raio da minha vida
Lá vai outro furo, outra vez!
O Zé pensou! Pensou! Pensou!
Com os olhos a lacrimejar
Chegou à triste conclusão!
Vale mais comer linguiça e pão
Que ser tratado abaixo de cão!

Escrito com o coração

sábado, 8 de janeiro de 2011

POEMA - CAMINHANDO

CAMINHANDO

Caminho por a estrada
Com a noite a reinar
Não há estrelas no céu
Nem luar a iluminar.
Palmilho lentamente
Com medo e indecisão
Por algo desconhecido
Nesta imensa negridão
A obscuridade da noite
De fantasmas povoada.
Uma árvore a oscilar
Deixa-me amedrontada.
Imagino-a, um esqueleto
Em ameia pendurado
Morto por um rei tirano
Por pão ter reclamado.
Na escuridão da noite
Gritos ouviam-se entoar
Serão pios de coruja?
Do seu voo a poisar.
Será um ser, a finar?
Gritos de aflição e dor.
Será um ser a nascer
De um acto de amor?
A estrada longa e escura
Tenha de a calcorrear
Esperando na recta final
Com grande luz deparar.
A vida é como uma estrada
Percorrida a velocidade veloz
No começo, somos meninos!
No final, já somos bisavôs!

Escrito com o coração

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

DOCES PALAVRAS

CANCRO NA MAMA

terça-feira, 29 de junho de 2010

LUTA

POETAS DE PENAS EM RISTE

SUA VIDA O FADO

FERNANDO PESSOA

PALHAÇOS

sábado, 26 de junho de 2010

ROSAS

quarta-feira, 23 de junho de 2010

SANTOS POPULARES

terça-feira, 22 de junho de 2010

segunda-feira, 14 de junho de 2010

sábado, 22 de maio de 2010

BENFICA – 32º TITULO NACIONAL - 2009/2010

Grande Benfica glorioso
Que tanto nos fez sofrer
Até ao último minuto
Para o campeonato vencer.

Somos bons sofredores
Há muito a ansiar
De ver novamente
O nosso Benfica a brilhar.

Abençoado Mister Jesus
Força, soube administrar
Adestrando seus discípulos
Até, por cabazadas a ganhar!

Com orgulho vou gritar
Para quem quiser ouvir
Benfica não é só de Lisboa
Tem o mundo a aplaudir

Com estes simples versos
Os campeões, vou homenagear
As suas imensas vitórias
Fizeram milhões vibrar.

Força, força, glorioso
Bate, bate o coração
Num estádio iluminado
Do mais belo vermelhão.

Escrito com o coração

GLORIOSO SLB - VITORIA DEDICADA A TODOS OS ADEPTOS, E ÁS PESSOAS QUE ME ERAM QUERIDOS E PARTIRAM COM O BENFICA NO SEU CORAÇÃO.EM ESPECIAL O MEU GRANDE AMIGO BENFIQUISTA FERNANDO MELO FERREIRA.BEIJOS DE AMIZADE NO VOSSO CORAÇÃO

sexta-feira, 21 de maio de 2010

POEMA - SONHOS


Cerro os olhos e abro o meu coração
Lentamente, doces e belos sonhos
Invadem a minha imaginação.
Sonho com um príncipe garboso
Das masmorras me alforriará
E das velhas guilhotinas da vida
Para sempre me aliviará.

Cerro os olhos e abro o meu coração
Lentamente, doces e belos sonhos
Invadem a minha imaginação.
Sonho com estrelas cintilantes
Com seus raios de luz a brilhar
Iluminando o firmamento
Como fogos-de-artifício a estrondear.

Cerro os olhos e abro o meu coração
Lentamente, doces e belos sonhos
Invadem a minha imaginação.
Sonho com verdejantes montanhas
Com vales de águas límpidas de cristal.
Ao longe ouve-se um doce gargalhar
São puras e inocentes crianças
No jardim celestial a brincar
Depois, de algum algoz as flagelar.

Cerro os olhos e abro o meu coração
Lentamente, doces e belos sonhos
Invadem a minha imaginação.
Sonho com os jardins da Babilónia
Povoados de idosos a sorrirem
Teses brancas e pernas a tremerem
Mas seres humanos, não farrapos!
Com lindos corações a baterem.

Cerro os olhos e abro o meu coração
Lentamente, doces e belos sonhos
Invadem a minha imaginação.
Sonhos! Sonhos! Sonhos! Vividos ou por viver
Embalada, por uma eterna melodia
Faz o meu coração enaltecer.
Por algo que já passou!
Ou algo que ainda virá!
O sonho do futuro, só Deus o saberá

Escrito com o coração

sábado, 8 de maio de 2010

PAI, ESTOU COM FOME!

Ricardinho não aguentou o cheiro bom do pão e falou: - Pai, estou com fome!
O pai, Manuel, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência. Mas pai, desde ontem que não comemos nada, eu estou com muita fome, pai!

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Manuel pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente.
Ao entrar dirige-se a um homem no balcão: - Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!

António, o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho.
Manuel pega o filho pela mão e apresenta-o a António, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo.
Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua.
Para Manuel, uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de farelos.

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada.
A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e a lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades.

António aproxima-se de Manuel e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar: - Ô Maria!!! A sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?
Imediatamente, Manuel sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer. António pede então que ele sossegue o seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho. Mais confiante, Manuel enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava a chegar às costas.

Após o almoço, António convida Manuel para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório, Manuel conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, e sem estudos, ele estava vivendo de pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada.

António então contrata Manuel para serviços gerais na padaria, e com pena, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para 15 dias. Manuel com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho.
Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Manuel é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso. Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores.

No dia seguinte, às 5 da manhã, Manuel estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho. António chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando. Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa. E, ele não se enganou - durante um ano, Manuel foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres.

Um dia, António chamou Manuel para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Manuel fosse estudar. Manuel nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: as suas mãos tremiam nas primeiras letras e a emoção da primeira carta. Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula.

Vamos encontrar o Dr. Manuel Baptista de Medeiros, advogado, abrindo seu escritório para seu primeiro cliente, depois outro, e mais outro. Ao meio-dia ele descia para um café na padaria do amigo António, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno.

Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Manuel Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço. Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, António e Manuel impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um. Conta-se que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido. Ricardinho, mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:

'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'

"Nunca é tarde para começar e sempre é cedo para parar"

Embora não se possa alterar o passado, e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora de fazer um novo fim!!!

domingo, 21 de março de 2010

domingo, 7 de março de 2010

DINHEIRO PLÁSTICO

Na época dos ancestrais
O caroço não existia
Bastava trocar um porco
Por duas dúzias de galinhas.
Trabalhavam em comunidade
Bastava um vizinho apelar
Que tinha uma ceifa para fazer
Ou uma terra para cavar.
Não havia distinção
Vivendo-se em igualdade
Todos trabalhavam em paz
Para o bem da sociedade.
Dinheiro! Esse vil metal!
Como moeda de troca apareceu
E girando de mão em mão
Logo o homem corrompeu!
Logo assomou o receio!
Onde vou o dinheiro guardar?
Talvez dentro da enxerga!
Ou de uma meia de passajar!
Ou naquela velha panela,
Num buraco bem enterrado!
Assim, por nenhum larápio
O meu dinheiro será roubado!
Mas o homem, ser inteligente
O dinheiro de plástico inventou
E um simples cartãozinho
Meio mundo cativou!
Com ele, passou-se tudo a pagar
Dinheiro no bolso para quê?
O VISA é que está a dar!
O modernismo tem seu preço
E com ele, a choruda comissão
E o milagroso cartãozinho!
Passou similarmente a um ladrão!
Pois na hora de o adquirir
Tudo são facilidades
Mas na hora de pagar
Chegam as dificuldades!

Escrito com o coração

sábado, 6 de março de 2010

CARTA DE UMA MÃE ALENTEJANA

Mê querido filho

Ponho-te estas pôcas linhas que é para saberes que tô viva.

Escrevo devagar porque sei que não gostas de ler depressa.


Se receberes esta carta, é porque chegô. Se ela não chegar, avisa-me que eu mando ôtra.


O tê pai leu no jornal que a maioria dos acidentes ocorrem a 1 km de casa.
Por isso, mudámo-nos pra mais longe.


Sobre o casaco que querias, o tê tio disse que seria muito caro mandar-to
pelo correio por causa dos botões de ferro que pesam muito.


Assim, arranquei os botões e meti-os no bolso. Quando chegar aí prega-os de novo.


No ôtro dia, hôve uma explosão na botija de gás aqui na cozinha. O tê pai e eu fomos atirados pelo ar e caímos fora de casa. Que emoção: foi a primeira vez em muitos anos que o tê pai e eu saímos juntos.


Sobre o nosso cão, o Joli, anteontem foi atropelado e tiveram de lhe cortar o rabo, por isso toma cuidado quando atravessares a rua.


Na semana passada, o médico veio visitar-me e colocou na minha boca um tubo de vidro.


Disse para ficar com ele por duas horas sem falar. O tê Pai ofereceu-se para comprar o tubo.


A tua irmã Maria vai ser mãe, mas ainda não sabemos se é menino ou menina. Portanto, nã sei se vais ser tio ou tia.


O tê mano Antóino deu-me hoje muito trabalho. Fechô o carro e deixou as chaves lá dentro.


Tive de ir a casa, pegar a suplente para a abrir. Por sorte, cheguei antes de começar a chuva, pois a capota estava em baixo.


Se vires a Dona Esmeralda, diz-lhe que mando lembranças. Se nã a vires, nã digas nada.


Tua Mãe Mariana


PS:
Era para te mandar os 100 euros que me pediste, mas quando me lembrei já
tinha fechado o envelope.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

POEMA - VELHO AMIGO

Só, no seu próprio reino
A solidão vai dominando
Ao olhar o velho amigo
Com ele vai conversando.

Conversam em silêncio
As boas novas contando
A flor, vibrando ao vento
O Tejo, responde ondulando.

As gaivotas fazem vénias
Ladeando o cale verdejante
Entregando as saudações
Do seu Tejo navegante

Seu reinado é efémero
Suas pétalas a caducar
Mas sabe que o seu Tejo
Está lá, para a acompanhar

Para uma amizade existir
Os olhos não precisam ver
Basta voar a imaginação
E ter um coração a bater

Apesar da sua solidão
Seu trono não trocaria
Vale mais um velho amigo
Que um novo! Por um dia!

Escrito com o coração

POEMA - CARA FEIA DA CRISE!

Rosto tão macambúzio
De que está a reclamar?
Será por o seu patrão
Ordenado não lhe pagar?

Ele não sabe o que fazer
Para dinheiro arranjar
Só se for para a Baixa
Automóveis arrumar.

Os bancos vão à falência
Sem dinheiro para pagar
Operário a reclamar
Pois só quer trabalhar

Em muitos lares não há pão
Com filhos para alimentar
Será que os trabalhadores
Têm de começar a roubar?

Desemprego, mal contagioso
Trabalham na incerteza
Que no dia seguinte
Tenham comer na sua mesa

Patrões fogem com o dinheiro
Em clima de grande injustiça
Que se lixem os trabalhadores
Que o meu, vai para a Suíça.

Patrões que não têm escrúpulos
De verem outros seres a sofrer
Será que eles não se lembram!
Amanhã! Pode-lhes acontecer?

O país, bola de neve virou
Com muitas empresas a arrastar
Uns, não têm dinheiro
Outros! Para o poder desviar!

Escrito com o coração

POEMA - CONSTRUÇÃO DE UMA VIDA


Para uma família constituir
Bons materiais devemos utilizar
Para durar perpetuamente
E os vendavais superar
Mistura-se
Confiança, mais compreensão
Argamassa perfeita
Para uma feliz união
Coloca-se
Forte e grande alicerce
Com muita cumplicidade
Para viver em liberdade
Coloca-se
Tijolos feitos de trabalho
Para o dinheiro provir
E a família subsistir
Coloca-se
Janelas em felicidade
Para o sol poder entrar
E o amor iluminar
Coloca-se
As portas em paixão
Para o desejo fluir
E amor sempre existir
Coloca-se
As telhas em sapiência
Para os filhos instruir
E seu futuro construir
Coloca-se
Canteiros com flores
Para a casa alegrar
E doces odores emanar

Como toda a boa construção
Esta será de longa duração!

Escrito com o coração

sábado, 20 de fevereiro de 2010

POEMA - BORBOLETA

Sob uma flor campestre
Com toda a simplicidade
Lá estava a borboleta
Voando em liberdade.

Voando de flor em flor
Doces beijos vai dando
E com as suas patinhas
As flores polinizando

Bate as asas docemente
Para novo voo efectuar
E na arvore mais florida
Volta de novo a pousar

Suas asas multicolores
Por a natureza pintada
Como obra mirabolante
Para ser contemplada

Voas! Voas! Voas!
Como algo a procurar
Tua vida é efémera
Queres bem, aproveitar

Invejo a tua liberdade
Vês o mundo a voar
Sem elos ou amarras
Com essência a coabitar

Empresta-me as tuas asas
Para ao céu poder subir
Inundar a terra com amor
Para a maldade sucumbir.

Escrito com o coração

PROSA - A MINHA CADELINHA LADY

Muitas das pessoas que conheci ao longo da minha vida, apesar de deixarem de fazer parte do meu quotidiano, por as mais diversas razões, deixaram uma marca da sua presença, naquele livro escrito com a tinta do amor, em folhas de memórias e arquivado naquela caixa mágica, chamada coração.
Assim como os seres humanos, também houve animais, que já passaram pela minha vida, e que deixaram doces recordações, como o meu gato Juca, o meu companheiro de brincadeiras de infância, e a minha cadelinha Lady, que me acompanhou durante treze anos.
Hoje, olhei para o armário! Lá estava a sua coleira com o sino, que entoava pela casa, quando corria alegremente.
A minha Lady, por ter ficado órfã de mãe, após o parto, ela e seus irmãos canitos, foram doados.
O meu filho há muito tempo que queria ter um cãozinho! Assim lá fiquei com uma cadela bebé, de pelo rasteiro, cor castanha, com uns olhitos vivos e brilhantes, a qual eu tive de amamentar a biberão.
Com o passar dos anos, tornou-se uma cadelinha, extremamente inteligente e meiga, que compreendia tudo, tornando-se a minha companheira, em dia de solidão, pois apesar de não obter resposta, eu gostava de falar para ela! E nas noites inverno, sabia bem o calor emanado pelo seu corpo deitado, sobre aos meus pés.
Era uma cadelinha feliz e amiga, deitada na sua mantinha, bastava ouvir o tilintar das chaves, para correr para a porta, pois sabia que estava na hora de ir à rua, onde corria e brincava com as crianças.
Quando ia comigo à rua, e eu tinha de efectuar algum mandado, dizia-lhe “Lady não saías dai, a dona já vem” , assim ela permanecia sentada no mesmo lugar até eu chegar.
Mas o seu gosto de andar de automóvel era desmedido! Bastava ver pegar nas chaves do carro, logo lhe cheirava a passeio, começando aos pulinhos, como a demonstrar, também quero ir passear!
Assim a minha Lady, viveu rodeada de conforto e amizade. Quando a morte chegou, devido à sua avançada idade, esteve à espera do seu dono para partir, como um acto de agradecimento.
Dos meus olhos rolaram lágrimas, apesar de ser um animal, era a minha companhia e mais uma perca, das muitas que tinha sofrido ultimamente.
Às vezes tenho a sensação, de ouvir o barulho das sua patinhas a correr alegremente por o corredor.
 
Como diz a expressão popular, neste mundo até para ser cadela é preciso ter sorte!

Escrito com o coração – História verídica

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

PROSA - PROVAR DO PRÓPRIO VENENO


Em passo lento, passeava por a baixa Pombalina, parando para vez as montras, embrenhada nos meus pensamentos, naquele tarde de Verão quente.

Oiço alguém me chamar “Maria ou Maria”, olho para o lado e vejo, era o meu amigo Alberto, irreconhecível, de semblante triste e amedrontado, onde estava aquele homem alegre a garboso que eu tinha conhecido?

Tentei indagar qual a circunstância de tanta pesar, pois algo devia ter acontecido para o colocar naquele estado, com voz pachorrenta e triste, lá começou a desabafar os acontecimentos destes últimos anos da sua vida.

Alberto, um homem casado, com uma esbelta mulher, de corpo esguio e longos cabelos pretos, por quem se tinha apaixonado loucamente, desse amor tinha nascido uma linda filha.

Os anos foram passando, a chama do amor e da paixão, transformou-se em brasinha latente, que era alimentado com amizade, companheirismo e liberdade para no seu dia a dia.

Alberto aos poucos passou a olhar para outras mulheres com interesse sexual, acabando por se envolver com a sua colega Manuela, mulher há muito divorciada, nada devendo à beleza, que o agarrou com unhas e dentes, como tábua de salvação para a sua solidão.

Mas para Manuela, não lhe bastava o envolvimento sexual! Apesar de o saber homem casado! Queria mais! Muito mais! Logo engendrou um plano para acabar com aquele casamento. Ligou para a mulher do Alberto e informou-a que era amante de seu marido, que o poderia testemunhar, nesse dia, às quinze horas na pastelaria Suíça.

Certo e sábio que a mulher de Alberto, foi verificar a veracidades de tal informação, e confrontada com a realidade, foi ao encontro dos intentos da rival, partindo para uma situação de divórcio.

Manuela, mulher sabidona, logo o convenceu a partilhar a sua casa e a sua vida, onde ele aceitou, por não ter onde morar. A partir daquele dia, a vida de Alberto tornou-se um inferno! Por conhecer o seu feitio brincalhão e a sua apetência para breves aventuras, passou a exigir um cumprimento sexual diário, convertendo-se o prazer sexual em martírio, passando a sua vida a ser controlada ao minuto através do telemóvel, com aparições constantes nos mais inesperados locais.

Como diz um velho ditado, com facas mata! Com facas morre! Hoje, Manuela possessiva e opressora, teme o dia em que o telefone toque e alguém lhe diga:

“Eu sou amante do seu marido” e “lhe faça beber do mesmo veneno”.
 
Escrito com o coração – História verídica

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

POEMA - PRINCESA ENCANTADA


Narra uma lenda antiga

Ainda hoje perpetuada
Neste Castelo habitou
Uma princesa encantada.


Arrebatada por um amor
Seduzida e abandonada
Por o desgosto de amor
À loucura foi levada.


Das ameias do castelo
Passava as noites a cantar
Com esperança de um dia
Ver o seu príncipe voltar.


Quando o vento sopra
Com um rumor sussurrante
Ouve-se sua canção ecoar
A chamar por seu amante.


Este desmedido amor
Mito vivo se tornou
Através de gerações
A história se explanou.

Diz a erudição popular
Em noites de lua cheia
Anda a princesa encantada
A passear por as ameias.


Chuviscos banham a serra
Com as gotículas a brilhar
São lágrimas da princesa
Por seu amado a brotar.


Escrito com o coração

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

POEMA - PEDRAS COM HISTÓRIAS


No alto da sua escarpa
Com um ar majestoso
Apesar de em ruínas
Contínua orgulhoso
Se as velhas pedras
Pudessem um dia falar
Mil e umas histórias
Teriam para nos narrar.
Histórias
De intrépidos mareantes
Que não receando o mar
Atravessaram os oceanos
Para mundos conquistar.
Histórias
De audaciosos marinheiros
Que embarcaram a sonhar
Na conquista de tesouros
Com piratas a destroçar.
Histórias
De apaixonadas viúvas
Seus amores, o mar matava
Derramavam suas lágrimas
E flores ao mar atiravam.
Histórias
Daquela velha taverna
Onde a bebida abundava
Acompanhada de repasto
Muita música a alegrava.
Histórias
De uma humilde casa
De um velho faroleiro
Que iluminava o Cabo
Nas noites de nevoeiro!
Histórias
Da sua própria história
Com séculos a marcar
Hoje, pedras em ruínas
Baralho a desmoronar
Histórias
Dos nossos antepassados
Que deveríamos preservar
São retalhos de Portugal
Que se estão a degradar

Escrito com o coração

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

TELA - OS ROCHAS DA BARCA


OS ROCHAS DA BARCA - Tela a acrilico - 100x50 - Para ser colocado no Restaurante com este nome - Na Rua Rodrigues Sampaio - Lisboa

domingo, 10 de janeiro de 2010

DESPERTAR DE SENTIMENTOS


A menina e o menino, no infantário a brincar, os pais por brincadeira, logo vão perguntar? Qual é teu namorado, é o Pedro ou o Tiago? A menina envergonha, fica muito calada! Atracção entre sexos, começa a despontar, na sua pura inocência, um beijinho vão dar. Paixoneta de criança, sentimento a despertar, até a adolescência, muitas irão deparar

Na flor da adolescência, surge a primeira paixão, por aquele novo amigo, que lhe acelera o coração. Paixão forte e intensa, que tudo quer arrasar, em nome da paixão, loucura vai consumar!

Era a sua primeira paixão! Tornou-se a primeira desilusão!

O coração a sangrar, vê o mundo a desabar, entre lágrimas recorda os seus afagos e beijos. Relembrado a primeira noite de paixão, de cumplicidade total, e de amor virginal.

Atrás desta paixão! Muitas mais ainda virão!

Mas certo dia de Verão, em tarde de calor, ao mar se foi banhar, entre a espuma das ondas o amor foi encontrar! Alto, moreno, com uns olhos azul do céu! Com o reflexo do sol mais pareciam duas turquesas a brilhar.

Uma simples coincidência, que sua vida foi mudar, pois entre dois olhares, um grande amor passou a reinar.

Ao contrário da paixão, arrebatadora e animal, o amor era um sentimento, calmo e doce, que percorre o corpo, e acalenta o coração. Aquele desejo íntimo, de estar ao canto de uma lareira, entrelaçada nos braços de outro ser, para toda a vida, que nos ame e proteja, com estabilidade, e em cumplicidade total.

Sim, assim é o amor! Essa consciência misteriosa que todo o ser, seja homem ou mulher, deseja encontrar.

Esse sentimento, que a maior partes das vezes, leva a casamento, e constituição de uma família, tornando-se como bênções, os nascimentos dos seus filhos, são o prolongamento e cimentação desse grande amor. Descobrindo através deles, força para derrubar as mais difíceis barreiras da vida.

Passados, trinta anos, olhamos para trás e vimos, os filhos adultos, e netos a chegar, e relembramos a longa jornada de lutar lado a lado.

O fogo do amor de outros tempos, com o passar dos anos, transforma-se em braseiro, o calor emanado, brando e doce, acalentara o resto das nossas vidas! Desejamos que aquela brasinha, alada, nos aquece por muito tempo, com mais ou menos caloricidade.

O nosso pobre coração, precisa nem que seja de uma simples faúlha, para o iluminar e continuar a bater.

Escrito com o coração

sábado, 9 de janeiro de 2010

POEMA - Rei do rock - Elvis Presley



Na década de 50 despontou!
Trazendo inovação à música
O rock and roll engendrou.
Com a sua humildade


O público conquistou
Ao cantar os seus blues
Corações arrebatou.
Cantava o rock and roll


A um ritmo estonteante
Arrastando multidões
Em diversões gigantes!

A vistosa indumentária
Dos outros diferençava
Com cetim e lantejoulas
Em espectáculo actuava.


Este novo som vibrante
Fazia a juventude agitar
E o ritmo do rock and roll
Dança foi se transformar.


A sua voz quente e doce
Música romântica entoava
Deleitava os corações
As mesmas, imortalizava.


Neste êxito exacerbado
Percorreu o seu reinado
Acudindo a narcóticas
Para o corpo esgotado.


Certo dia o seu coração
Resolveu o atraiçoar
Nem o ritmo do rock
O fez de novo palpitar.


A morte Torna-o místico
Considerado ídolo imortal
Ele será sempre o Rei!
E mentor do rock Mundial.


Escrito com o coração